O que Jesus ensinou sobre a Santificação
JESUS foi reconhecido como o "Santo de Deus" (João 6:69; Lucas 1:35; 4:34). Ninguém podia apontar um único pecado Nele (João 8:46). João escreveu que Jesus Se manifestou para tirar os pecados do mundo e que "Nele não há pecado" (1 João 3:5, NVI). A Bíblia é clara em ensinar: "Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hebreus 12:14). Como alcançar essa santidade?
Em nossa última lição, aprendemos que a Bíblia apresenta a salvação em três tempos: passado, presente e futuro. O que Jesus fez por nós na cruz, no passado, foi trazer a justificação, que nos liberta da penalidade do pecado. O que Jesus faz por nós no presente é a obra de santificação, que nos liberta do poder do pecado. O que Jesus fará por nós no futuro é chamado de glorificação, quando finalmente seremos livres da presença do pecado. Hoje vamos aprender mais sobre a santificação.
Quando estudamos a Palavra de Deus, a verdade, o Espírito Santo atua no coração e nos ajuda a purificar tudo o que não é santificado. É o Espírito que nos convence do pecado e nos transforma à imagem e semelhança de Cristo. Isso é santificação.
O sentido básico de santificar é "colocar à parte", "separar", como ilustrado pelo sétimo dia da criação. Quando Deus separou o sábado dos outros dias, Ele o abençoou e santificou, isto é, separou dos outros seis dias (Gênesis 2:1-3; Êxodo 20:8-11).
Assim como os ramos precisam estar unidos à videira para sobreviver e frutificar, o crente precisa estar unido a Cristo. Separados Dele, não temos vida. Essa união acontece, na prática, quando passamos tempo em oração e em estudo de Sua palavra. Neste exato momento, enquanto estuda a Bíblia, você está conectado à Videira.
Ser "santo" é ser separado do mundo para Deus. Logo, a santificação não é uma simples melhora do nosso comportamento moral ou boas ações sociais. A santificação bíblica é viver os princípios do reino de Deus motivado pela operação constante do Espírito Santo em nós. Essa operação tem por objetivo a honra e a glória de Deus (1 Coríntios 6:19, 20).
Os crentes dessas igrejas são tratados como "santos" porque estão "em Cristo" e não por haverem alcançado um estado de ausência de pecado. Se justificação é aquilo que Deus faz por nós, santificação é aquilo que Deus faz em nós. Na justificação, Deus nos considera justos; por outro lado, na santificação, Ele nos torna justos. Embora não exista nenhum mérito humano nessa obra, a santificação exige de cada pessoa uma entrega completa e diária à vontade de Deus e o afastamento de hábitos e atitudes que levam à prática do pecado.
A fim de capacitar a pessoa para a experiência da santificação, Deus concede Seu Espírito. Agora, cheios do Espírito, não andamos mais "segundo a carne, mas segundo o Espírito" (Romanos 8:4). À medida que caminhamos, nossa fé aumenta e nossa transformação progride. Desse modo, obtemos novas vitórias sobre os poderes das trevas.
O simples conhecimento da verdade não é suficiente para o desenvolvimento do caráter. Com o conhecimento deve vir a obediência. Saber o que é certo e não praticar não nos fará crescer em santidade. Quando aceitamos a Cristo como Salvador e Senhor e submetemos nossa vontade à Dele, então crescemos em graça. O desenvolvimento do caráter envolve dois elementos: (1) a escolha consciente de fazer o que é correto de acordo com a luz recebida e (2) a obediência à consciência. Logo, a vontade do cristão desempenha um papel importante na santificação. Antes da conversão, nossa vontade estava mais sujeita à influência de Satanás, entretanto, ao aceitarmos Cristo como Senhor e Salvador, devemos conscientemente entregar e submeter nossa vontade egoísta à vontade de Cristo e de Seu Espírito.
O crescimento não é automático, quer físico, quer espiritual. Ambos requerem alimento, bebida e exercício. Isso significa que devemos manter comunhão com Cristo, por meio da oração e da leitura da Bíblia, para nos alimentarmos (João 6:56). Precisamos ainda exercitar nossa fé, testemunhando de Cristo a outros (Lucas 8:38, 39). Esse é o caminho para o crescimento espiritual e a santificação.
Conclusão
Santificação não deve ser confundida com impecabilidade. A natureza carnal com a qual nascemos só nos será arrancada na glorificação, no momento da volta de Jesus. Pecamos porque somos pecadores. Essa é a tendência natural de todo ser humano. Logo, a verdadeira santidade só pode ser alcançada pela perseverança em estar ao lado de Cristo. Desse modo, a vida sem pecado de Jesus nos é atribuída como um presente, e somos salvos por Seus merecimentos.
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