O que Jesus ensinou sobre o Dinheiro
JESUS falou amplamente sobre o amor ao dinheiro em Seus ensinos. Depois do tema "reino de Deus", o Mestre falou mais sobre dinheiro do que de qualquer outro assunto. Para Cristo, as riquezas podem sufocar a espiritualidade, tornando-se um deus rival, que costuma enfeitiçar seus adoradores. Sendo que o dinheiro é parte do nosso dia a dia, como podemos viver sem fazer dele um ídolo? Jesus ensinou duas maneiras práticas e sistemáticas: os atos de dizimar e de ofertar.
A palavra dízimo significa "décima parte". Ele é santo e pertence ao Senhor (Levítico 27:30). Ao devolvermos a Deus o dízimo das nossas rendas, reconhecemos que todas as coisas pertencem a Ele e participamos do cumprimento da missão de pregar o evangelho a todo o mundo (Salmo 24:1; Ageu 2:8; Mateus 24:14). Dizimar é um ato de adoração e honra a Deus. A Bíblia diz em Provérbios 3:9: "Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda".
Jesus aprovou a devolução do dízimo, mas ressaltou que esse ato deve ser feito com amor e justiça, sem hipocrisia. Em Lucas 18:10-14, Jesus contou a história do fariseu que foi reprovado por Jesus, pois sua motivação e suas ações eram erradas. O verdadeiro sentimento que deve nos mover na devolução do dízimo é a dependência total de Deus, sabendo que nada temos e que tudo pertence a Ele.
Abraão entregou a Melquisedeque o dízimo de tudo o que possuía. Melquisedeque era rei de Salém e "sacerdote do Deus Altíssimo". Esse foi um ato de reconhecimento da soberania divina. Em Deuteronômio 14:22 e 23, a Bíblia diz: "Certamente darás os dízimos de todo o fruto das tuas sementes, que ano após ano se recolher do campo. E, perante o Senhor, teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o Seu nome, comerás os dízimos do teu cereal, do teu vinho, do teu azeite e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer o Senhor, teu Deus, todos os dias."
Quando lemos o capítulo 2 de Números, descobrimos que a tribo de Levi não recebeu herança, porque Deus separou essa tribo para o serviço religioso em tempo integral (Números 1:53). Deus era a sua herança, Aquele que proveria suas necessidades (Deuteronômio 18:2). A tribo de Levi passou, então, a sobreviver dos dízimos do povo de Israel.
Assim como ocorria com a tribo de Levi, os pastores e obreiros que trabalham em tempo integral na obra da pregação do evangelho também devem viver dos dízimos. Deus deu orientação especial quanto a isso. Ele não quer que Sua obra seja prejudicada por falta de recursos. A parte que Deus reservou para Si não deve ser desviada para outro propósito.
Assim como o dízimo deve ser levado para a igreja, as ofertas voluntárias também devem ser conduzidas à presença de Deus. O dízimo reflete nossa fidelidade a Deus.
As ofertas expressam nossa gratidão por tudo o que Ele nos dá. O dízimo é um percentual definido (10%). As ofertas são proporcionais às bênçãos divinas, segundo o valor que o doador tiver proposto em seu coração (Deuteronômio 16:17; 2 Coríntios 9:7).
Dar uma oferta a Deus não é reflexo automático de nossa entrega a Ele. Tanto a viúva pobre quanto homens ricos deram ofertas voluntárias para manter os serviços do templo. Então, qual foi a diferença entre eles? Os ricos deram o que lhes sobrava e o fizeram somente por formalismo religioso. A viúva pobre, apesar de ter dado apenas duas moedas, deu tudo o que possuía. Para Deus, não é a quantia dada que importa, mas o nível de entrega ao Senhor que torna a oferta aceitável diante Dele. A dádiva da viúva estava firmada na certeza de que Deus proveria todas as suas necessidades. Sua oferta vinha do íntimo de seu ser. Para ela, pouco importava o que sobraria. Na verdade, ela entregou tudo o que tinha. Entregou tudo o que ela era. Isso é sacrifício.
Tudo o que temos e somos vem das mãos bondosas de Deus. Como deveríamos ser gratos pelas bênçãos que recebemos! Essa mesma gratidão deve ser demonstrada por meio de nossas ofertas, com alegria no coração (2 Coríntios 8:5).
結論
Deus faz uma linda promessa aos fiéis nos dízimos e nas ofertas: abrir as "janelas do Céu" e derramar "bênçãos sem medida" (Malaquias 3:10). Ao contrário do que ocorreu no dilúvio, em que as "janelas do céu" derramaram o juízo divino (Gênesis 7:11), Deus tem derramado um "dilúvio de bênçãos" sobre justos e até mesmo injustos (Mateus 5:45). Porém, é certo que a fidelidade a Deus é um exercício espiritual que traz mais benefícios ao doador. E Deus ainda derrama outras bênçãos! Você deseja isso? Então, seja fiel na devolução dos dízimos e das ofertas.
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