O que Jesus ensinou sobre o Perdão
JESUS praticou o perdão de modo abrangente em Seu ministério terrestre. Ele disse dezenas de vezes: "Estão perdoados os teus pecados" (Mateus 9:2; Lucas 5:20). Mesmo na hora da morte, sofrendo os tormentos da crucificação, Sua oração foi: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lucas 23:34). Assim como precisa do oxigênio para respirar, o ser humano depende do perdão de Deus. Precisamos dele a cada instante. Como, porém, o perdão divino pode ser alcançado? E quando ofendo alguém ou sou ofendido – a quem devo pedir perdão? Neste estudo, encontraremos respostas.
Como alguém pode ser justo diante de Deus? É unicamente por meio de Cristo que alcançamos harmonia com Deus. Mas como devemos chegar a Cristo? Muitos fazem hoje a mesma pergunta que a multidão fez no dia de Pentecostes quando, convencida do pecado, clamou: "Que faremos?" (Atos 2:37). A resposta de Pedro foi: "Arrependei-vos" (Atos 2:38). Noutra ocasião, disse: "Arrependei-vos [...] e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados" (Atos 3:19).
A oração de Davi, depois do maior erro de sua vida, ilustra a natureza da verdadeira tristeza pelo pecado. Seu arrependimento foi sincero e profundo. Ele não fez nenhum empenho por atenuar a culpa. Não foi o desejo de escapar ao juízo que lhe inspirou a oração. Davi reconheceu a enormidade de sua transgressão, viu a contaminação de seu ser e sentiu nojo do pecado. Não suplicava unicamente o perdão, mas também um coração puro. Desejava a alegria da santidade e estar, mais uma vez, em harmonia com Deus.
Nenhum ser humano tem o poder de perdoar pecados. Somente Deus, por meio de Cristo, aquele que nunca pecou, pode nos conceder perdão e paz de espírito. O ensino de que algum ser humano tem poder de perdoar pecados não está em harmonia com a Bíblia. Nenhuma ação humana é capaz de conseguir o perdão. Somente Deus, em Jesus Cristo, pode perdoar nossos pecados. Por isso, devemos nos aproximar Dele com o coração verdadeiramente arrependido.
O perdão tem duas dimensões. Se é verdade que todo pecado deve ser confessado a Deus (dimensão vertical), também é verdade que devemos buscar o perdão quando ofendemos alguém (dimensão horizontal). Jesus mesmo ensinou: "Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe" (Lucas 17:3, 4).
O arrependimento é a primeira condição para o perdão. Contudo, muitos não vão a Cristo porque ainda não se sentem arrependidos. O arrependimento não é produzido por um exercício mental, mas somente quando se permite a atuação do Espírito Santo no coração, nos convencendo dos erros e da necessidade de mudança. Assim como não podemos alcançar perdão sem Cristo, também não podemos nos arrepender sem que o Espírito Santo nos convença do pecado.
Uma vez arrependidos, devemos apresentar a Deus nossa confissão de modo claro e específico. Se fizermos isso, seremos lavados por Jesus, e Seu sangue nos purificará de toda injustiça. Somente Ele pode realizar essa obra. Cristo derramou Seu sangue precioso para nos purificar, porque não pode haver remissão de pecados sem derramamento de sangue (Hebreus 9:22).
Após terminar a oração-modelo, Jesus ainda declarou: "Se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas" (Mateus 6:15). Quem não está disposto a exercer misericórdia para com os que lhe ofendem não pode obter misericórdia de Deus. É egoísmo humano desejar o perdão divino sem estar disposto a oferecer o perdão às outras pessoas.
Os mestres antigos limitavam o exercício do perdão a três ofensas, no máximo. Pedro, que professava seguir os ensinos de Cristo, ampliou-o até sete, número que indica perfeição. Cristo, porém, ensinou que nunca devemos nos cansar de perdoar. Não "até sete", Ele disse, "mas até setenta vezes sete", ou seja, devemos perdoar aqueles que nos ofendem tantas vezes quanto Deus nos perdoa.
Conclusione
Somente Jesus tem o poder de perdoar nossos pecados. Por isso, podemos nos aproximar Dele com confiança, para recebermos o alívio de que tanto precisamos. Contudo, muitos esperam merecer a graça e o perdão de Deus, tentando fazer boas ações. Não reconhecem sua pecaminosidade e incapacidade. Somente quando descobrimos que não possuímos nada que nos qualifica para o Céu, o Espírito cria em nós um desejo de mudança.
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