O que Jesus ensinou sobre Ritos e Tradições
JESUS condenou boa parte das tradições de Sua época porque os líderes religiosos estavam mais interessados em suas formalidades do que na Palavra de Deus. Porém, ao longo de Sua vida, Cristo instituiu ritos que são prescritos nas Escrituras e que ainda hoje devem ser praticados por Seus seguidores. Vamos conhecê-los!
A Bíblia nos ensina a apresentar os recém-nascidos ao Senhor, mas não em um batismo infantil. A dedicação é um compromisso assumido pelos pais, de que educarão a criança nos caminhos de Deus. Os pais são chamados à frente, e, depois de uma breve leitura bíblica, é feita uma oração de dedicação ao Senhor.
A palavra de Cristo é imperativa: "Ide [...], fazei discípulos [...], batizando-os". Ele próprio colocou o batismo como essencial (Marcos 16:16). Todos quantos aceitam a graça salvadora e abandonam a vida de pecados podem ser aceitos como membros da família de Deus por meio do batismo.
O batismo celebra a ressurreição de Cristo. Quando somos batizados, somos sepultados como Jesus foi, para que, como Ele ressurgiu da morte, ressurgíssemos também da morte espiritual para uma nova vida (2 Coríntios 5:17).
A Santa Ceia deriva seu significado da morte de Jesus Cristo e de Seus ensinos ao celebrar Sua última Páscoa. Para os israelitas, a Páscoa lembrava o livramento do Egito. Cristo coroou Sua última refeição com os discípulos por meio da nova aliança, que marcou o fim da celebração da Páscoa e o início de uma nova celebração: a Ceia do Senhor.
Três evangelistas e Paulo registraram as palavras ditas por Cristo na ocasião da Ceia (Mateus 26:26-29; Marcos 14:22-25; Lucas 22:15-20; 1 Coríntios 11:23-25). Marcos fala do sacrifício substitutivo de Cristo "em favor de muitos"; Mateus acrescenta a ideia da "remissão de pecados" por intermédio da morte de Cristo. Paulo nos brinda com o conceito da Ceia do Senhor como "memorial" da morte de Jesus.
A participação do "pão" e do "vinho" (puro suco de uva) deve ser precedida pela cerimônia do lava-pés. Antes da Ceia, Jesus, em um ato de amor, tomou a bacia com água e uma toalha e passou a lavar os pés dos discípulos. Depois de lavar-lhes os pés, perguntou: "Compreendeis o que vos fiz? [...] como Eu vos fiz façais vós também" (João 13:12, 15). Ninguém deve participar dos emblemas do corpo e do sangue sem, antes, participar do lava-pés.
Sendo Jesus o idealizador do matrimônio (Gênesis 2:18-25), Ele mostrou Sua aprovação a essa instituição ao realizar Seu primeiro milagre em uma festa de casamento. Em Mateus 19:3, Jesus comenta sobre o assunto do divórcio e é claro em afirmar a posição bíblica. Logo, o princípio bíblico do casamento monogâmico (um só homem, uma só mulher) deve ser seguido por todos.
As cerimônias de ordenação na Bíblia não foram instituídas para formar uma hierarquia religiosa, pois isso seria um afastamento do princípio fundamental ensinado por Jesus: o maior é o que serve (Mateus 23:11). Elas colocam novas responsabilidades sobre os candidatos, os quais devem buscar a dotação do Espírito Santo para desempenhá-las.
Jesus separou os discípulos para estarem com Ele, designando-os para desempenharem uma tarefa específica. O Espírito Santo também orientou que Paulo e Barnabé fossem separados para o ministério (ver Atos 13:2, 3). As Escrituras distinguem duas categorias de oficiais ordenados:
a) Os anciãos (Atos 14:23; 20:17; 1 Timóteo 3:2; Tito 1:5, 9). O testemunho do Novo Testamento apresenta dois tipos de anciãos: locais e itinerantes, estes últimos correspondem aos pastores, atualmente.
b) Os diáconos (Atos 6:1-6; Filipenses 1:1).
Na medida em que a igreja do Novo Testamento crescia, pessoas eram selecionadas para diferentes tipos de liderança. Essas mesmas funções devem ser desempenhadas na igreja de Deus atualmente. Por isso, o rito da ordenação deve ser ministrado ainda hoje.
Embora nem todos os que são ungidos recebam a cura, o serviço deve levar a todos para bem perto de Deus. A unção deve ser feita com óleo de azeite, e o enfermo deve ser ungido enquanto alguém ora por ele. O óleo deve ser aplicado na testa, com as pontas dos dedos daquele que faz a oração. Membros da família ou entes queridos também podem estar no local da unção, mas tudo deve ser feito com a máxima reverência, suplicando que a vontade de Deus seja feita na vida do enfermo.
Conclusione
Como vimos neste estudo, existem vários ritos nos quais os cristãos modernos devem participar, todos com uma finalidade clara, com muita reverência e nunca esquecendo o sábio conselho de Deus: "Tudo, porém, seja feito com decência e ordem" (1 Coríntios 14:40).
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