O que Jesus ensinou sobre o Juízo
JESUS falou sobre um dia de juízo. Ele disse aos fariseus: "Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo" (Mateus 12:36). Paulo declarou: "Porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça" (Atos 17:31). O primeiro anjo de Apocalipse 14 anuncia em grande voz: "Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo" (Apocalipse 14:7). O tema do juízo é recorrente na Bíblia e está conectado à obra de salvação realizada por Deus.
O juízo revela aos seres celestiais quem, dentre os mortos, está salvo, sendo digno de acordar na primeira ressurreição (Apocalipse 20:6). Também revela quem, dentre os vivos, permanece em Cristo, preparado para a glorificação e transladação (1 Coríntios 15:52-54; 1 Tessalonicenses 4:16, 17). Também vindica a justiça de Deus em salvar os que creem em Jesus e destruir os que rejeitaram a graça salvadora (Mateus 25:41).
Paulo declara que cada um receberá segundo o "bem ou mal que tiver feito por meio do corpo" (2 Coríntios 5:10). Para que as obras sejam analisadas, deve haver um registro preciso no Céu. É isso que a Bíblia informa. Ela fala de livros de registros (Apocalipse 20:12): do livro da vida (Filipenses 4:3; Apocalipse 21:27), do livro de memórias dos justos (Malaquias 3:16) e também de um livro em que se registram as ações dos ímpios (1 Coríntios 4:5). O próprio Jesus ensinou: "Porque o Filho do Homem há de vir na glória de Seu Pai, [...] então, retribuirá a cada um conforme as suas obras" (Mateus 16:27).
A fim de estar pronto para o juízo, é necessário que o ser humano guarde a lei de Deus. A lei será a norma no juízo. Por isso, Paulo declarou: "Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados" (Romanos 2:13). Jesus Cristo, respondendo à pergunta do jovem rico sobre como alcançar a vida eterna, afirmou: "Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos" (Mateus 19:17). Tempos depois, João, o discípulo amado, exortou: "Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade" (1 João 2:4).
Assim como um tribunal se assenta para juízo nos julgamentos atuais, o mesmo acontecerá no julgamento divino. Nesse julgamento, Deus é o Juiz (Salmo 7:11), Jesus é o Advogado (1 João 2:1), Satanás é o acusador (Apocalipse 12:10), as testemunhas são os anjos (Apocalipse 20:12), o réu é o pecador (Atos 17:31) e o código moral é a lei de Deus (Tiago 2:10-12). O juízo de Deus está dividido em três fases:
Essa fase do juízo diz respeito ao povo de Deus, começando pelos primeiros habitantes da Terra e chegando até os que estiverem vivos quando o Senhor vier. Aqueles que não aceitaram a Cristo como Salvador não serão julgados nessa fase. Foi isso que Jesus declarou: Quem não crê no Filho "já está julgado" (João 3:18), ou seja, condenado.
No capítulo 7, Daniel viu o juízo sendo iniciado no Céu; no capítulo 8, ele ouviu que o juízo começaria depois que se passassem 2.300 "tardes e manhãs" (Daniel 8:14). Uma "tarde e manhã" equivale a um dia (ver Gênesis 1:5, 8, 13), logo 2.300 tardes e manhãs equivalem a 2.300 dias. Em se tratando de profecia, devemos aplicar o princípio dia-ano de interpretação profética, em que cada dia profético equivale a um ano literal, quando aplicável (ver Números 14:34; Ezequiel 4:6, 7). Assim, o juízo deveria começar no santuário celestial após 2.300 anos literais. O período de 2.300 anos teria início com a ordem para "restaurar e para edificar Jerusalém" (Daniel 9:25). Essa ordem entrou em vigor no ano 457 a. C. (Esdras 6:14; 7:7-12). Se viajarmos 2.300 anos, a partir de 457 a. C., alcançaremos o ano de 1844. O juízo no santuário terrestre era realizado sempre no décimo dia do sétimo mês. Fazendo uma transposição dessa data para nosso calendário, chegamos ao dia 22 de outubro de 1844. A partir daí, começaria o juízo no santuário celestial. O juízo investigativo terminará com a saída de Jesus do santuário celestial (Daniel 12:1), o que significa o fim de Sua intercessão e da oportunidade de salvação (Apocalipse 15:8; 22:11).
Esse julgamento se refere àqueles que não têm seus nomes no livro da vida (Apocalipse 20:15). Ele ocorre durante mil anos, após a volta de Cristo (Apocalipse 20:5). Não significa que ainda exista esperança de salvação. Será um julgamento para demonstrar a justiça de Deus e se verificar o motivo da perdição dos ímpios.
A terceira e última fase é chamada de juízo executivo, pois se trata da aplicação da sentença aos impenitentes. O fogo divino destruirá pecado e pecadores. Nada sobrará (Malaquias 4:1). O mesmo fogo que destruirá os ímpios purificará este planeta, que será a eterna morada dos remidos (Apocalipse 21:1-3).
Conclusione
O profeta Daniel nos apresenta uma informação preciosa: O juízo divino é realizado a favor dos santos (ver Daniel 7:18, 22, 27). Se o juízo é a nosso favor, não precisamos temer, a não ser que nosso caso ainda não esteja nas mãos do Advogado Jesus (ver 1 João 2:1). Entregue seu caso agora nas mãos de Jesus. Ele nunca perdeu nem perderá uma causa. Você será um vitorioso se estiver ligado a Ele.
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