O que Jesus ensinou sobre a Lei
JESUS, nosso abnegado Redentor, em Sua peregrinação na Terra, foi uma representação viva do caráter da lei de Deus. Ele não veio para mudar a lei, mas para exaltá-la e torná-la gloriosa (Isaías 42:21; Mateus 5:21, 22, 27, 28). A lei é a expressão da vontade de Deus com respeito à conduta moral da humanidade e é tão eterna quanto o próprio Deus.
Jesus citou várias vezes "a Lei e os Profetas". O que isso significava para Jesus? A "Lei", em sentido geral, são os escritos de Moisés – os cinco primeiros livros da Bíblia –, com destaque para os dez mandamentos, entendidos como a lei moral. Os "Profetas" representam o restante dos livros do Antigo Testamento. Jesus chamava o Antigo Testamento de "a Lei e os Profetas", embora também exista a divisão em três partes: "Lei, Profetas e Salmos" (Lucas 24:44).
Se Jesus não tivesse guardado a lei, não poderia ser nosso Salvador (ver Romanos 5:19). Por Sua própria obediência à lei, deu testemunho do caráter imutável da mesma. Ele também provou que a lei pode ser obedecida por meio de Sua graça.
Os israelitas ficaram 430 anos como escravos no Egito (ver Êxodo 12:40; Gálatas 3:17). Durante esse tempo, não tinham liberdade para cultuar o Deus verdadeiro. Logo, todas as tradições religiosas e mandamentos do Senhor foram sendo esquecidos. Com a libertação de Seu povo, Deus queria começar uma nova experiência. Assim, mediante a entrega da lei escrita, Deus fazia uma aliança com Seu povo.
Assim como um espelho mostra a sujeira que está no rosto, a lei mostra nosso pecado. Como o espelho, ela não pode nos limpar nem tem essa função. Sua função é apontar nossos defeitos e nossa necessidade de ir a Cristo em busca de perdão.
Os dez mandamentos constituem a base da aliança entre Deus e Seu povo. São a norma de Seu julgamento. Todos serão julgados segundo a lei (2 Coríntios 5:10). Sendo assim, como ficará o caso dos que viveram antes de a lei ser dada a Moisés? Muitos pensam que os dez mandamentos passaram a existir após a entrega no monte Sinai. Isso, porém, não é verdade. A lei de Deus é eterna como Ele próprio. Desde a criação do mundo, vemos a lei de forma implícita. Ainda no Gênesis, primeiro livro da Bíblia, vemos alusões ao primeiro e segundo mandamentos (35:1-4); ao quarto (2:1-3); ao quinto (18:19); ao sexto (4:1-8); ao sétimo (39:7-9; 19:1-10); ao oitavo (4:1-11); ao nono (12:11-13; 20:1-10); e ao décimo (27).
No entanto, seu fruto é a obediência aos mandamentos. Essa obediência desenvolve o caráter cristão e resulta em uma sensação de bem-estar. É uma evidência de nosso amor ao Senhor e de nossa atenção aos semelhantes. Concluímos que não somos salvos para guardar a lei, mas salvos para guardar a lei. Só pode obedecer à lei de Deus aquele que um dia foi salvo por Jesus.
01. "Não terás outros deuses diante de Mim" (Atos 15:20; 17:22, 28, 29).
02. "Não farás para ti imagem de escultura" (1 Tessalonicenses 1:9).
03. "Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão" (Mateus 5:33-37).
04. "Lembra-te do dia de sábado para o santificar" (Atos 16:13; Hebreus 4:4-6).
05. "Honra teu pai e tua mãe" (Efésios 6:1).
06. "Não matarás" (Mateus 5:21, 22).
07. "Não adulterarás" (Mateus 5:27).
08. "Não furtarás" (Romanos 13:9).
09. "Não dirás falso testemunho" (Marcos 10:19).
10. "Não cobiçarás" (Romanos 7:7).
Fazit
Davi declarou: "Os que amam a Tua lei desfrutam paz, e nada há que os faça tropeçar" (Salmo 119:165, NVI). A lei de Deus é um guia para a felicidade e proteção da humanidade. Viver de acordo com seus princípios proporciona paz e segurança. Nossa obediência a Deus é uma expressão de nosso amor e gratidão pela grande salvação oferecida na cruz do calvário.
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